Há 6 meses, ao desfazer-se na reentrada na atmosfera, o Shuttle Columbia ( como me lembro como se fosse ontem daquele dia de Abril de 81 em que o Columbia subiu pela 1ª vez aos céus ), o mundo ficou chocado. Homens do espaço, cientistas, missionários da conquista da humanidade a preparar um futuro longínquo que nos levará a outros sistemas e planetas. Uma sindicância aos acontecimentos confirmaram os primeiros rumores. Os 7 astronautas e a nave em si estavam com o futuro traçado desde o lançamento com o impacto de um pedaço de espuma sólida que serve de protecção dos gigantes foguetões de oxigénio e hidrogénio líquidos, bateu na asa esquerda do shuttle e a danificou irremediavelmente. Ninguém ligou. E se alguém tivesse ligado? Conseguiam salvar aquelas 7 almas? Bom. Agora pouco interessa. E se...é algo que usamos com frequência. Não é disso que se trata. As 2 reflexões que aqui deixo são paralelas ao episodio em si.
Sabendo que já não tinham volta, teria sido legítimo aos responsáveis terem avisado os astronautas que poderiam morrer na reentrada? Seria "moral" avisar as famílias e deixá-los ter uma última conversa com mulheres, pais e filhos?
A segunda questão foi-me hoje levantada. E passou ao lado de todas as agências noticiosas que acompanharam a informação do relatório agora saído. A espuma que danificou a asa, fez perder 7 humanos e milhões de dólares, meses de atraso na exploração do espaço com o objectivo de melhorar o futuro da humanidade, foi usada e modificada devido a ser considerada Amiga do Ambiente. A anterior, segundo os especialista, não teria danificado a asa.
Uma fatídica consequência de uma estranha Lei de Murphy Ambiental. Na procura das melhores soluções, até as mais aceitáveis, há baixas que dificilmente conseguimos aceitar. É morrer, erguer, voltar a tentar. Sempre.
Blogicamente que sim!